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A ciência ligada à descoberta de um novo ser

Nesse 11 de fevereiro, Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, a professora Solange conta sua história com a química

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Solange queria salvar o mundo

Solange queria salvar o mundo. Acreditava que, se trabalhasse com a química aplicada à limpeza do meio ambiente, estaria realizada.

 

Ela sempre quis mudar a realidade. Quando pequena, morava em uma comunidade na qual não tinha muitas perspectivas, mas apostava na educação. Conseguiu entrar no Colégio Estadual do Paraná, “com muito custo”, onde concluiu o Ensino Médio. “Porém, durante os 3 anos, tive apenas um bimestre de química. Ou seja, não consegui aprender química, de fato”, diz.

 

Foi quando conquistou uma bolsa de estudos em um cursinho que Solange aprendeu mais sobre a disciplina a partir das aulas de um engenheiro químico. “Ele virou a chave para a ciência. Mostrava como a química é utilizada no dia a dia e aquilo foi maravilhoso. Eu queria ser como ele.”

 

Mas não foi na Engenharia Química que Solange se encontrou. Foi no curso de Química mesmo, na Universidade Federal do Paraná (UFPR). De início, o sonho era o bacharelado. Queria trabalhar com derivados de petróleo. “Imagina que legal revolucionar, limpar o meio ambiente por meio da química”, sonhava. Conseguiu um estágio na área de limpeza ambiental e, no fim, entendeu que isso também não satisfazia. Burocracia, pessoal desatualizado e descrente em novas tecnologias. Não era como imaginava.

Iniciação Científica da faculdade

Então, começou a trabalhar na Iniciação Científica da faculdade, em um projeto voltado à educação. Sem surpresas: apaixonou-se pela área. “Nós trabalhávamos com jogos educacionais voltados a escolas públicas. Desenvolvíamos os jogos, testávamos e equipávamos essas escolas com os materiais.”

 

Concluiu que a ciência é, de fato, algo legal. Não se trata apenas de algo utópico, de ficção científica, coisa de gênio ou a ideia de um cientista de bancada.

 

Hoje, Solange Guindani Coltro, professora do Colégio Sesi da Indústria da CIC, de Curitiba, desenvolve projetos científicos com os alunos e mostra que a ciência está no dia a dia, em todo lugar. “Eu sou cientista, mas não de laboratório. A minha ciência está ligada à descoberta de um novo ser. Um ser que enxerga ciência em tudo.”

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