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Robótica Educacional desenvolve habilidades fundamentais para as relações humanas

Iniciativa promove o trabalho em equipe e pensamento criativo para resolução de problemas

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Valores e habilidades socioemocionais essenciais

Mais do que estimular o aprendizado envolvendo diversas áreas do conhecimento, a Robótica Educacional trabalha nos alunos valores e habilidades socioemocionais essenciais para que possam crescer e se desenvolver enquanto pessoas, além de prepará-los para os próximos desafios da vida envolvendo o mundo do trabalho.

 

Por meio da aplicação da metodologia STEAM, que integra conhecimentos nas áreas de Artes, Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, os alunos, organizados em equipes, contam com o apoio de técnicos e mentores para construir robôs que devem ser programados para enfrentar os desafios em uma arena de competições.

 

Porta de entrada na robótica, a First Lego League (FLL), desafia estudantes de 9 a 16 anos a projetar, construir e programar robôs com peças da LEGO para cumprir várias missões pré-definidas na mesa de competições. Já a FIRST Tech Challenge (FTC) é voltada para estudantes com idade entre 14 e 18 anos, que devem projetar, construir, programar e pilotar robôs de até 19kg utilizando tecnologia Android e uma variedade de níveis de programação baseada em Java e Blocks.

 

Com objetivo despertar o interesse de estudantes do Ensino Fundamental e Médio em áreas como matemática, ciências, tecnologia e engenharia, engajando a formação de novos líderes e inventores, os Torneios de Robótica dos quais os alunos dos Colégios Sesi da Indústria e Sesi Internacional participam, fazem parte de um programa criado pela organização norte-americana sem fins lucrativos FIRST (For Inspiration and Recognition of Science and Technology) e que tem o Serviço Social da Indústria (SESI) como operador oficial das competições no Brasil.

 

“Este é um programa internacional de robótica que estimula e desafia os estudantes a buscarem soluções para problemas da sociedade moderna. Além disso, os alunos desenvolvem diversas habilidades comportamentais como trabalho em equipe e liderança, criam seus projetos de inovação, constroem robôs e aprendem sobre programação, de forma divertida e na prática”, explica Jacielle Feltrin Vila Verde Ribeiro, Gerente de Educação e Negócios do Sistema Fiep. 

 

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“Na robótica não usamos pessoas para construir robôs, usamos robôs para construir pessoas. Nesses dois anos em que pude participar da robótica eu aprendi a pesquisar, programar e montar um robô, mas também aprendi a lidar com pessoas completamente diferentes de mim”, diz Gabrieli Pionoski, aluna do 3° ano do Ensino Médio e integrante da equipe Yottabyte – categoria FLL, da unidade CIC do Colégio Sesi da Indústria em Curitiba. “Muitas vezes nos deparamos com situações de pressão, desentendimentos e momentos em que achamos que não haveria solução, mas encontramos forças em nós mesmos para encarar nossos problemas e solucioná-los da melhor maneira. Antes não aceitava opiniões contrárias as minhas e hoje percebo que são as diferenças que nos completam e que nos tornam únicos e especiais”, acrescenta a aluna.

 

“Para mim a robótica não se resume à construção de um robô e o dia do torneio, mas a todo o processo e as pessoas que compõem a equipe; as amizades, os momentos e as dificuldades que enfrentamos juntos. A robótica tem esse poder de transformar, aproximar e desenvolver as pessoas. Eu vejo a nossa equipe como uma família; viver essa experiência está sendo incrível e vou levar para sempre todos esses momentos”, comenta Thais Michel, aluna do 2°ano do Ensino Médio da unidade CIC do Colégio Sesi da Indústria e integrante da equipe Brontobyte – categoria FCC, para robôs de até 19kg.

Campeonato F1 in Schools no Festival Sesi de Robótica

Além de competições nas modalidades FTC e FLL, a Robótica Educacional do Sesi conta ainda com o  Campeonato F1 in Schools. Projeto internacional realizado pela própria Fórmula 1, esse campeonato foi criado com objetivo de estimular jovens estudantes, entre 9 e 19 anos, a projetar, modelar e testar um protótipo de carro de Fórmula 1 para competir em pistas de miniatura; impulsionados por cilindros de dióxido de carbono, os carros podem chegar a 80 km/h em menos de um segundo. Integrando a metodologia STEAM, a iniciativa desperta jovens estudantes para as engenharias e áreas afins, além de trabalhar habilidades socioemocionais fundamentais para o mundo do trabalho. 

 

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SESI é pioneiro na integração da robótica à educação

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), da qual o Sistema Fiep, detentor dos Colégios Sesi da Indústria e Sesi Internacional em todo o Paraná, faz parte, desde 2006, o SESI desenvolve atividades nas quais os estudantes são desafiados a pesquisar e a encontrar soluções para problemas reais. Esse modo de ensinar faz parte da metodologia STEAM (acrônimo em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), da qual a programação e a construção de robôs em sala de aula também faz parte. 

 

Desde que, em 2012, se tornou operador oficial das competições de robótica no Brasil – realizadas no mundo pela FIRST LEGO League -, o SESI já levou mais de 30 mil jovens para torneios nacionais e internacionais. “Com essa iniciativa, as escolas SESI estão formando a próxima geração de inovadores que estarão preparados para os desafios que estão por vir”, destaca o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

 

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